Sunday, February 15, 2009

Diário de Bordo


 

Eu aqui sentado, há mais de nove meses, num banco a cair de podre, com as roupas rotas, olhos vermelhos e inchados, sem comida nem água fresca, escrevo nestas folhas soltas como corre a nossa viagem por este mar nunca antes navegado.

Os perigos foram muitos e por todos conseguimos passar. E agora estamos aqui!

Neste mar perigoso acabando de sair de uma tempestade onde, pelas informações do piloto do rei de Melinde já estamos perto.

Os marinheiros estão ansiosos por saber se as informações do piloto são mesmo verdade, se estamos mesmo a chegar, mas também todos muito cansados por mais de nove meses de perigo constante.

Finalmente o meu companheiro alerta o resto da tripulação que as gaivotas poisaram no mastro, isto é um sinal que a costa está próxima. cada vez a paisagem era mais bela, onde se viam gaivotas apanhar o seu alimento.

O barco navegou mais um pouco e não demoramos muito atracar.

Naquele lugar ainda desconhecido por nós havia uma mistura muito agradável de vários cheiros, como malagueta, canela…

Indianos vendiam frutos exóticos e Indianas dançavam em roda, com uma música muito suave, o onde muitos homens apreciavam a sua beleza e sensualidade.

As pessoas olhavam para nós com um ar de quem nos queriam perguntar de onde vínhamos, porque naquela terra dava para ver que as pessoas conheciam toda a gente que ali morava.

O capitão foi até a um Indiano tentar vender o que nós trazíamos para ter algum dinheiro para comprarmos roupas novas e para comermos alguma coisa, mas as pessoas com uma voz suave diziam que não queriam nada de outros povos.

Finalmente fomos á procura de alguém que nos acolhesse naquele lugar, até pensarmos mais tarde na hora da partida

Posted by Caty at 13:10:27
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